IMAGEM ANA

CONHEÇA A MINHA HISTÓRIA​

Dra Ana Paula D’Artibale Íomes
FUNDADORA DO QUERO PLANTÃO

Meu nome é Ana Paula D’Artibale. Nasci em 11 de março de 1982, em Doutor Camargo, no Paraná, e fui criada no interior de Rondônia, na cidade de Machadinho do Oeste, uma região que, na época em que cheguei, ainda não tinha estrutura básica como água encanada ou energia elétrica.

Cresci em um ambiente simples, com poucas oportunidades de estudo e sem acesso facilitado à educação superior. Minha trajetória não começou na medicina de forma planejada. Me casei jovem, aos 18 anos, tive dois filhos e minha realidade, naquele momento, era completamente distante da ideia de me tornar médica.

Foi somente depois, já com dois filhos pequenos, que surgiu a oportunidade de fazer um curso técnico de enfermagem.

No início, era apenas uma tentativa. Mas algo mudou.

Eu sempre fui uma pessoa muito sensível, tinha medo de ver pessoas machucadas, não gostava de ambientes hospitalares, evitava qualquer situação ligada à dor ou sofrimento. E, mesmo assim, quando comecei o curso, fui me envolvendo de uma forma que não esperava.

Quanto mais eu estudava, mais eu queria entender.
Quanto mais eu aprendia, mais eu me aprofundava.

Aquilo deixou de ser apenas um curso técnico. Se tornou um propósito.

Foi nesse momento que eu tomei uma decisão que mudou completamente a minha vida: eu iria fazer medicina.

Quando eu disse isso, as pessoas começaram a duvidar.

Familiares, conhecidos e até pessoas do próprio curso reagiram com ironia. Faziam brincadeiras, desacreditavam, tratavam aquilo como algo impossível.

Mas aquilo não me parou.

Eu me tranquei dentro do meu quarto e comecei uma rotina intensa de estudos: foram cerca de um ano e meio estudando todos os dias, cinco horas por dia, com disciplina e constância.

Prestei o vestibular pela primeira vez e não passei.
Consegui vaga para odontologia, mas não aceitei — porque o meu objetivo era claro.

Continuei estudando.

Meses depois, prestei novamente o vestibular e consegui a aprovação para medicina, entrando na faculdade em Cacoal, Rondônia.

Mas a aprovação foi só o começo de uma nova fase de desafios.

A faculdade era particular, e a minha realidade financeira não acompanhava aquele sonho. Me mudei de cidade com meus filhos, enquanto meu esposo permaneceu trabalhando para sustentar a família, vindo nos ver aos finais de semana.

Foi um período extremamente difícil.

Passamos por limitações financeiras reais, chegando a faltar coisas básicas dentro de casa. Foi uma fase de muita pressão, responsabilidade e incerteza.

Com o tempo, consegui o FIES, o que tornou possível dar continuidade ao curso. Ainda assim, a jornada seguiu com dificuldades até a conclusão da faculdade.

Depois de formada, me mudei para Santa Catarina em busca de oportunidades.

Foi em Santa Catarina que comecei a atuar não apenas como médica, mas também diretamente na gestão de escalas médicas. Assumi rapidamente responsabilidades ligadas à organização de equipes e ao funcionamento operacional dos serviços de saúde.

E foi justamente dentro da operação que identifiquei um dos maiores problemas da saúde no Brasil: a dificuldade de encontrar médicos disponíveis com rapidez para cobrir plantões, principalmente em situações de urgência.

Quando existia um furo de escala, a solução normalmente era lenta, desorganizada e ineficiente.

Foi dessa necessidade real que nasceu o primeiro grupo do Quero Plantão.

Criei um grupo simples, conectando médicos que buscavam oportunidades e gestores que precisavam de profissionais. Sempre que surgia uma demanda, eu publicava ali.

A resposta foi imediata.

As vagas eram preenchidas rapidamente.
Novos gestores começaram a pedir acesso.
Mais médicos começaram a entrar.

O que começou como uma solução operacional pontual cresceu de forma exponencial.

O Quero Plantão se expandiu primeiro em Santa Catarina, depois em São Paulo e, posteriormente, para outros estados, até alcançar escala nacional.

Foi durante esse período de crescimento que também enfrentei mudanças importantes na vida pessoal. Passei por um processo de separação, recomecei minha vida, conheci Lucas e me casei novamente no início da pandemia. Dessa união nasceu minha terceira filha, Antonella.

Toda essa trajetória fortaleceu ainda mais minha resiliência, minha capacidade de adaptação e minha visão de longo prazo.

Hoje, o Quero Plantão conecta médicos e gestores de todo o Brasil, de forma rápida, direta e gratuita.

Ao disponibilizar esse acesso de forma gratuita, contribuí diretamente para:

– ampliar o acesso dos médicos a oportunidades em todo o país
– permitir que profissionais entendam, na prática, como funciona o mercado em diferentes regiões
– dar mais transparência sobre valores, condições de trabalho e reputação de serviços
– ajudar gestores a preencher escalas com mais agilidade, inclusive em regiões com dificuldade de contratação
– possibilitar a expansão de operações médicas para diferentes estados

O impacto disso vai além da divulgação de vagas.

O Quero Plantão ajudou a transformar a forma como médicos e gestores se conectam no Brasil.

Hoje, existe mais acesso, mais informação, mais velocidade e mais transparência no mercado médico, e esse movimento nasceu de uma necessidade real, dentro da operação, até se tornar um ecossistema nacional.

Um ecossistema que conecta, informa e dá velocidade à operação médica no Brasil.

Este site foi desenvolvido com por Thiago Vitor Design

Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com os nossos Termos de Uso e Políticas de Privacidade, bem como estamos em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e, ao continuar navegando, você concorda com essas condições.